

TÔ NEM AÍ - O high já parou de ler as colunistas há tempos
A Dora Kramer passou, o Boechat passou, mas a debandada continua.
Os padres do seminário São José, que agora vigiam as traquinagens do Centenário pela janela, arrumaram nova ocupação para o intervalo entre as missas. Desde que o jornal se instalou na antiga sede da Fundação Roberto Marinho, abandonada por causa da violência do lugar, organizam um bolão para determinar quem será o próximo colunista a subir no telhado.
Depois da saída do carequinha da página seis, as atenções se voltaram para as louras do high.
A banca paga dois por um na Peltier, que subiu o tom das manifestações de ódio (recíproco) contra outra loura, a do Jô. Na recente enxugada do Caderno B, que já detonou o fesetjado projeto de mil colaboradores por dia, a coluna foi amputada pela metade. Chutada após breve passagem pela Bandeirantes, a titular ganhou novo programa na Record e precisa ajudar o marido a tomar conta do lojinha do Pan. A favor da permanência, pesam o lobby poderoso com a família do Almirante e seu "representante" em Brasília.
Correndo por fora, Hildezinha acena para as tribunas especiais e já ameaça surpreender no photochart. Afastada do Rio Comprido por motivos de saúde, a colunista tem dito a quatro ventos que se sente maltratada e pressionada pelo novo fluxo de fechamento - é obrigada a descer a página às 20h. Chora, a cada revés, a saudade de Lily Marinho, madrinha no antigo jornal. No Centenário desde 2003, Hilde não se conforma em ser a segunda na lista do patrão.
Em outros tempos, a ameaça de debandada das colunistas provocaria frisson na pérgula do Copa e greve de fome no restaurante do Country. Hoje, não mobiliza nem as emergentes da Barra.