sexta-feira, junho 3

O fluxo da informação



"A informação flui naturalmente de quem tem para quem não tem". O aforismo, publicado nesta sexta-feira na página de Opinião do velho Jota, é assinado pelo chefe de gabinete da governadora Rosinha Matheus. Será que ele o formulou sozinho ou pediu ajuda aos universitários?

Chefe de gabinete, para quem não está acostumado a cobrar explicações de autoridades, é o funcionário (bem) comissionado a quem cumpre organizar a agenda, comandar os colaboradores próximos e, eventualmente, falar em nome da suprema mandatária do estado. Em bom português: ludibriar jornalistas, ocultar informações e divulgar as proezas do casal Garotinho. Apesar de ter passado boa parte da vida em redações, o profissional de imprensa que ocupa esse cargo costuma falar melhor a língua dos donos dos jornais do que a dos jornalistas.

Concluída a digressão, retornemos ao artigo publicado hoje abaixo da coluna do velho Sir Ney. Como uma Sandra de Sá do teclado, o chefe de gabinete informa que

A governadora do Estado, Rosinha Garotinho, em seu discurso de abertura da Conferência sobre Internet para América Latina, patrocinada pela ONU, afirmou que precisamos de um modelo de desenvolvimento que saiba não apenas produzir bens, mas saiba também distribuí-lo.

Deve ser ótimo viver num estado cuja governadora tem tamanha visão estratégica. Triste, nos dias de hoje, é ser leitor do JB.

A amizade do casal Garotinho com os atuais proprietários do jornal causaria arrepios no meu colega de blog, o Doutor Brito. O velho ainda ainda capengava pelo finado edifício da Avenida Brasil quando o governo do estado empregou recursos da publicidade oficial para pagar quatro reportagens favoráveis à sua gestão no Centenário.

O caso veio a público em 2003, quando o jornal já se espremia em dois andares de um edifício comercial na Avenida Rio Branco. Baseada em relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE), a Folha de S. Paulo informou que a Secretaria estadual de Comunicação pagou R$ 118.750, a título de “despesa com publicidade”, à empresa Internad Publicidade Ltda.

De acordo com os ministros do TCE, o dinheiro começou a chegar ao caixa do JB em setembro de 1999. Depois disso, os laços de amizade entre os comandantes do jornal e os políticos campistas ficariam cada vez mais fortes.

PS: Para mais informações, leia artigo de Alberto Dines publicado em junho de 2004 no Observatório da Imprensa.

1 Comments:

At 20 novembro, 2009 00:39, Anonymous Anônimo said...

necessario verificar:)

 

Postar um comentário

<< Home