segunda-feira, junho 6

O samba do caderno doido


Leleco e uma amiga, entre leituras do Caderno B

O leitor pode não ter notado, mas há uma lógica peculiar nos anúncios publicados no JB. A Amil, por exemplo, troca espaço por apólices de seguro para os funcionários. O Banco Cédula troca anúncios por crédito para o patrão - que, por sua vez, é dono da Estação do Corpo, do Sky Lounge e do Gattopardo, sempre presentes na revista Programa. Outro anunciante de peso, sempre fiel, é o governo do estado. Mas aí... bem, aí é outra história.

Tem mais um anúncio perpétuo: o quadradinho do Deles & Delas. O programa muda de emissora, muda de apresentadores picaretas, mas permanece o mesmo: cenário brega, patrocinadores oficiais e jornalistas (quase sempre) amigos, cheios de perguntas dóceis para prefeitos, secretários de estado, ex-deputados, acasal de governadores etc. Enfim, só debates de alto nível.

Como lá também não tem almoço de graça, o apresentador-chefe se despede a cada edição com um merchandising do Centenário. Leleco Barbosa saca um jornalzinho amassado e repete o mantra: "Comece a sua semana com o JB!".

No programa de ontem, a empolgação para convencer o telespectador a comprar o jornal era tão grande que Leleco resolveu citar o nome dos colunistas da casa. "Hildegard Angel! Márcia Peltier! Ricardo Boechat!"

Empolgado, o filho do Chacrinha arrematou com o seguinte:

"O JB está uma maravilha! Você não pode perder o SEGUNDO CADERNO, que agora é comandado pelo nosso Ziraldo".

2 Comments:

At 06 junho, 2005 19:58, Anonymous Anônimo said...

É verdade. Até aí qual o problema? O pagamento de propaganda sempre tem que ser em dinheiro?

 
At 07 junho, 2005 02:25, Anonymous Elpydio Phragoso said...

Sempre, não, mas de vez em quando seria bom.

p.s.: Espetacular este Observatório do Além.
p.s.2: O que é o Leleco Barbosa?

 

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