quarta-feira, junho 15

Pequena história do "novo" B (I)


Para cada amiguinho, uma coluna no caderninho

O Céu de verdade, aquele que não aparece no teto da Capela Sistina, é uma espécie de versão póstuma do Bar Jóia: um antro de bêbados e desocupados. Nas últimas semanas, muitos desses pobres-diabos têm pedido minha opinião sobre o "novo" Caderno B, dirigido pelo Ziraldo.

O B do Ziraldo era uma história da carochinha, como muitas que circulam na Rio Branco desde que o jornal é dirigido por forças ocultas. A associação teria um motivo peculiar: o Velho Maluquinho devia uma fortuna ao Acionista que, sem trocadilho, enterrou um caminhão de dinheiro em sua Bundas.

Pelo cronograma original, Ziraldo assumiria o caderno em janeiro. O jornal demorou a atender as exigências do popstar de Caratinga. Ziraldo bateu pé: só começaria a trabalhar se tivesse uma sala, uma secretária e um fax exclusivo. Nos padrões atuais do JB, isso equivale a um Rolls Royce, cinco batedores, 2.000 toalhas brancas e três andares do Copacabana Palace.

Vencido pelo cansaço - há quem diga que foi pela pressão dos amigos, que estavam sem uma boquinha desde o fim do Pasquim 21 - nosso herói capitulou. O "novo" B, apresentado por um glorioso artigo assinado pelo Acionista (seria pedir demais que ele escrevesse), começou a circular em 1. de maio. O pai do Pererê também falou ao público, desautorizando a piada segundo a qual não se podia chamar de novo um caderno cuja equipe tem média etária acima dos 70.

(continua)

1 Comments:

At 12 agosto, 2005 21:39, Anonymous Renato said...

Caro Castello,

Daqui do alto das minhas ligações afetivas (e, pelo visto, por sorte, não profissionais) com o querido JB, encontrei os relatos dos castigos que a Condessa vem aplicando em você e nos seus colegas.

Revendo as trapalhadas antigas do Jotinha, me deparei com essa aqui, sobre o "novo B". É a parte I. Fui desatento como certos editores ou não houve mesmo a parte II?

Abraço,
Renato

 

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