segunda-feira, junho 6

Rosinha e a inclusão digital


Escreve assim, ó: "in-clu-são", com a ondinha do não no "a"

Era noite de sexta-feira e o papo corria animado aqui no Sacha's do céu. Numa roda movida a uísque e charutos pré-revolucionários, Getúlio, Jango e eu conversávamos sobre o velho PTB que, quem diria, acabou no bolso do Roberto Jefferson. Se a situação aí embaixo era ruim para os trabalhistas, aqui em cima ficou ainda pior quando o chato do Lacerda entrou no bar com a Veja do dia seguinte. "O trabalhismo está voltando a chafurdar num mar de lama", vociferava o corvo, golpista até na versão post-mortem. Quando o velho Gegê já engatilhava o revólver pra se matar de novo - ele já repetiu isso umas quarenta vezes desde 54, ninguém agüenta mais - surgiu a Condessa para acabar com a baderna. "Castelinho, seu inútil! Largue essas futricas do além e concentre-se na missão que eu te deleguei!" Era a senha para voltar à combalida Remington e contar a vocês, estimados leitores, o que se passa aí na Terra com o meu querido JB. Precisava comentar alguma notícia do dia... mas que notícia? Como o jornal não tivesse nenhuma, escudei-me na página de Opinião. E daí surgiu a nota sobre o chefe de gabinete da governadora.

Qual não foi minha surpresa, hoje, ao constatar que este velho colunista ainda provoca marola. Emocionados com a sensibilidade da governadora fluminense diante das novas tecnologias - reconhecida aqui há três dias - os atuais chefes do diário resolveram franquear à estadista uma página na edição desta segunda. Vale reproduzir um trecho da matéria, que honra a reputação do Centenário: independente desde quando não havia o divórcio.

O Rio de Janeiro é o anfitrião do evento da Organização das Nações Unidas (ONU) e a governadora Rosinha Garotinho, que se empenhou em trazê-lo para o Estado, vê a conferência do Rio como uma oportunidade, justamente, de se incentivar ainda mais os debates sobre a inclusão digital e a sociedade da informação no País.

Brilhante, tanto no estilo quanto no conteúdo. Mas será que ela precisou de ajuda dos universitários? Ah, depois do inusitado ping-pong, o tal chefe de gabinete também falou na matéria.