sábado, agosto 20

Alfabetização solidária


Hummm... ainda não entendi... pode repetir?

Desculpem aí a ausência, mas a Condessa me deu uma breve folga e eu descobri outros prazeres no paraíso além de falar mal do Jotaço (para usar a expressão do velho Brito, que emprestou a bengala ao Miguel Arraes e não consegue nem mais andar, que dirá escrever algumas linhas nestas páginas). Poucas coisas são mais agradáveis, por exemplo, do que se debruçar à beira de uma nuvem e ficar cuspindo lá embaixo para, quem sabe, num lance de sorte, acertar o penteado tosco da Anna Ramalho.

Mesmo curtindo o descanso, andei bisbilhotando os textos do Castelo, que não faz outra coisa a não ser beber e digitar. Percebi a imensa paixão que ele nutre pelas manchetes do Centenário, e por isso volto do retiro com uma humilde colocação acerca do tema.

Nosso colunista etílico já deixou claro que a equipe do aquário adora dizer que o governo está paralisado, que a paralisia atingiu o presidente, que a crise paralisou o Planalto.

Até aí tudo bem. O que me deixou surpreso foi ver, numa capa do caderno de Economia esta semana, o belo quadro de serviço explicando o fim da greve no INSS, com o título em destaque:

"O desfecho da paraliZação"

Ou seja, a primeira página fornece lições diárias sobre como escrever esse raio de palavra, e nem assim a mulambada aprende!