terça-feira, agosto 23

Sobre viagens e deboches



Tenho reparado que meus confidentes Castelinho e João Sem Medo, além da bela Lena Frias, vira e mexe soltam comentários sobre minha falta de atividades neste belo sítio eletrônico. Um deles inclusive fez comentários em tom de galhofa sobre meu uso de bengala, uma legítima Biarritz em madeira de lei, datada de 1925 - uma ótima safra de bengalas, aliás. Ora, certamente não é o meu estado manquitolento que me impediu nos últimos dias de tecer comentários sobre o meu valoroso Jotaço, que vem acompanhando o escândalo do mensalão com o devido estardalhaço, sempre colocando esta gente do PT no seu devido lugar. Não perdi uma das manchetes sequer, a maioria, aliás, como já foi comentado, com o bom uso da palavra "lama".
Na nuvem aqui ao meu lado, pertinho de onde está o Filinto Muller e o Gregório Fortunato (estão expiando os pecados para poderem descer puros ao inferno), o meu colega e ex-governador Carlos Lacerda dá suspiros a cada manchete que nos traz o menino-jornaleiro celestial. Aos berros, o menino grita coisas como 'Extra, extra, mar de lama paralisa Brasília", e Lacerda se debulha em lágrimas, invejoso. "Ah, eu no JB de hoje!", suspira toda hora, enquanto leva esporros homéricos de Assis Chateaubriand, já que a cada lamento o bom Lacerda demora para jogar fora a carta no emocionante jogo de buraco que travam há 40 anos (partida de 200 milhões, ficando vulnerável aos 100).
Meu sumiço tem uma explicação: andei assombrando as plagas portenhas, em busca de uma resposta para a grande questão da humanidade: quem é melhor, Maradona ou Pelé?. Entre bonardas, malbecs e carnes maturadas feitas com precisão argentina, pude filosofar à vontade. Na Plaza de Mayo, tive um daqueles insights, e chorei ao perceber que não tínhamos mais a Márcia Carmo como correspondente entre os hermanos. Passeando pelos bairros mais pobres como a Avellaneda, Almagro e outros mais, lamentei que nosso Jotaço não tivesse mais a penetração internacional que tinha no tempo em que eu, da carne, tinha também as dores.
Ao chegar de Buenos Aires, onde assombrei por uns 10 dias, eis que tenho o choque supremo: Lacerda e Chateaubriand estão rindo do meu Jotaço. Às gargalhadas, me deixam extremamente ofendido, quando me passam a coluna da charmosíssima Hilde, com a nota que reproduzo abaixo:

E já que estamos na Bahia, Daniela Mercury festejou no sábado seus 40, completados em julho quando estava em turnê pela Europa, com um cuscus marroquino temperado com a presença de Ana Maria Braga, que chegou no mesmo dia a Salvador com seu love marinheiro e, do aeroporto, seguiu num helicóptero direto para uma suíte do Hotel Sofitel de Itapoã. Très nouveau...

Perguntei se o risível era a menção à dileta Ana Maria Braga ou ao aniversário de Miss Mercury. Qual não foi a minha surpresa quando os dois preciosistas me disseram que riam a morrer (epa) da grafia de cuscuz. "Com S no final e mais a expressão marroquino, bom, fica parecendo que o prato principal do encontro foi travesti recém-operado, meu caro Brito", disse o rude Chatô.
Chatô é mesmo um chato.

4 Comments:

At 29 agosto, 2005 21:40, Anonymous Anônimo said...

Este BLOG é redigido e editado pelo jornalista JOÃO CARLOS RODRIGUES, o JOÃO DO RIO.

 
At 29 agosto, 2005 21:41, Anonymous Anônimo said...

Este BLOG é redigido e editado pelo jornalista JOÃO CARLOS RODRIGUES, o JOÃO DO RIO.

 
At 29 agosto, 2005 21:41, Anonymous Anônimo said...

Este BLOG é redigido e editado pelo jornalista JOÃO CARLOS RODRIGUES, o JOÃO DO RIO.

 
At 30 agosto, 2005 15:18, Anonymous João Carlos Rodrigues said...

Esse blog NÃO É redigido nem editado pelo jornalista João Carlos Rodrigues, biógrafo do João do Rio. Ele tem mais coisas a fazer na vida. Por exemplo, viver e deixar viver.

 

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