terça-feira, novembro 22

Biografia redux


CAPITA - Carlos Alberto não tem nada a ver com isso

Nas últimas semanas, leitores do outro lado da Baía têm entulhado o Avenida Brasil com comentários sobre a situação do JB Niterói, o mais recente lançamento do Centenário. Dizem que o suplemento se transformou num misto de revista da tevê e diário oficial da prefeitura, comandada pelo petista light Godofredo Pinto.

Intolerantes e rabugentos, os leitores reclamam que o blog não quer saber da cidade-irmã, mas ignoram a ausência de conterrâneos no céu para contar as novidades. Ora, todos sabem que o lugar mais distante a que um niteroiense chega é Cabo Frio, com as crianças disputando espaço no Gol 93 com baldes de areia e cadeiras de plástico. Assim fica difícil ter informação quente sobre a terra de Araribóia.

Nesta terça-feira, informa um correspondente no Parque da Colina, o JB Niterói resolveu comemorar o aniversário da cidade com um originalíssimo especial sobre os defuntos que dão nome aos principais logradouros públicos. (Até nisso, o município esconde um complexo de inferioridade. No Rio, a principal avenida chama-se Presidente Vargas. Em Niterói, o homenageado é um marujo que casou com a filha dele.)

Pois bem. Um dos personagens escolhidos pelo Centenário é Alberto Torres, que batiza a orla de Icaraí. O suplemento informa que o sujeito se formou em Direito, lançou livros de doutrina e, como jornalista, criou a inovadora rádio de rock Fluminense FM, conhecida pelos fãs como ''A maldita''.

Se o leitor do JB Niterói fosse marciano, ficaria sem saber que o distinto senhor foi proprietário, desde os anos 50, de um jornal local chamado O Fluminense.

segunda-feira, novembro 21

O mensalão é flicts


SANTO - Dirceu segundo Ziraldo

Ziraldo Alves Pinto é o último nome no abaixo-assinado divulgado semana passada em defesa de José Dirceu.

A lista reúne artistas e intelectuais que resolveram absolver o ex-ministro antes do fim das investigações por caixa dois, compra de deputados e corrupção em estatais.

O nome que encerra o abaixo-assinado é o mesmo a quem se atribui, diariamente, o exótico título de editor-chefe do Caderno B.

Num jornal com mais apreço ao título, Ziraldo seria imediatamente convidado a continuar a militância em outra freguesia.

sábado, novembro 19

Tomando conta do lojinha


DE OLHO NA SENHOR -"Continuaremos a monitorar o JB"

O Centenário foi assunto de circular distribuída esta semana à comunidada judaica do Rio. Os grifos são deste finado colunista. O mau português é dos signatários.

INFORME RELEVANTE

Conforme anunciado em carta resposta de Nelson Tanuri -Pres. do Jornal do Brasil à nossa iniciativa de protesto na semana que passou , foram anunciadas importantes alterações no Caderno B do jornal. A Coluna de Nataniel Jebão , que difamou de forma grosseira a pessoa de Ariel Sharon, deixará de ser publicada.

O colunista diário Fausto Wolff , passará a assinar artigos apenas às terças, quintas e domingos. Continuamos a monitorar o JB , no intuito de constatar as providencias tomadas no sentido de evitar novas injustiças à causa judaica e sionista e dar nosso reconhecimento às medidas adotadas pela presidência.


Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro

Depois dessa, vou cambalear até a nuvem patronal para consultar o Doutor Brito. O velho capenga anda fugindo do Avenida, mas pode conseguir uma cópia da carta-resposta com outro coveiro da imprensa, o Adolpho Bloch.

sábado, novembro 12

Batalha na gráfica


BOMBA-RELÓGIO - Essa foi por pouco

O clima fechou na gráfica que passou a rodar o Centenário esta semana. Faltou pouco para o dono do estabelecimento chegar às vias de fato com uma representante do Acionista.

A confusão começou quando, diante de um atraso, sábios do setor industrial invadiram a gráfica e se puseram a dar ordens aos impressores, provocando a ira do proprietário.

O bate-boca terminou com uma rotativa quebrada, parte da tiragem rodada às pressas no Lance! e o dono da gráfica mandando a tal diretora para local impublicável.

O jornal terá que engolir a seco. Sem dinheiro, teve que trocar o acordo com O Dia por um contrato de risco com a gráfica de Caxias, que já fica com 100% das vendas em banca.

As conseqüências imediatas da mudança: demissões, cortes no volume de páginas e fim dos suplementos Vida, Casa & Design e Caderno H. Além, é claro, do novo horário marcial de fechamento.

No primeiro dia de operação, o atraso do Centenário impediu a rodagem de um velho cliente da casa, o Jornal dos Sports. O cor-de-rosa teve venda zero numa segunda-feira, tradicionalmente o dia de maior procura.

sexta-feira, novembro 11

Ontem, só amanhã


DECEPÇÃO - Não foi isso que a gente combinou...

As trapalhadas do atual comando do Centenário prejudicam até os amigos mais queridos.

Hoje, a notícia mais esperada do ano pelo casal Garotinho foi noticiada com destaque por toda a imprensa do Rio. Quer dizer, quase toda...

Desde o início da semana, quando a direção do JB impôs uma rotina marcial de fechamento, o jornal começa a rodar lá pela hora em que o Bonner balbucia o segundo "boa noite".

O resultado é que a edição desta sexta simplesmente ignorou o julgamento do casal, que acabou à meia-noite e meia (horário mais que razoável para uma segunda edição até na Tribuna da Imprensa, que aliás deu a notícia).

Rosinha e Garotinho foram absolvidos por crimes eleitorais que toda a imprensa (ok, quase toda...) noticiou no ano passado.

Como o julgamento acabou tarde, passou em branco no Centenário.