domingo, dezembro 25

A egotrip do Pimentel


NARCISO - Editor acha feio o que não é espelho

Alô, meus pretos! Que saudade! Desculpem a ausência. Desde que o Bezerra subiu no telhado, está difícil escapar da roda para acompanhar os descaminhos do Centenário aí embaixo.

Ontem estava na fila da feijoada quando a Condessa me puxou pelo braço e determinou a volta imediata aos trabalhos no Avenida.

Perguntei pelo jornal de domingo, mas não tinha. Foi quando me contaram que o Centenário circulou em edição dois-em-um e que a atração natalina foi a retrospectiva 2005 da Domingo.

Aliás, como a revista está fininha!

Nas duas (!) páginas de cultura, perguntaram ao Luís Pimentel, editor desse B pasquinizado, qual o fato mais importante do ano.

Memórias da Danuza? Biografia da Carmen Miranda? Ano do Brasil na França? Retrospectiva do Henry Moore? Unidos da Tijuca? Dois filhos de Francisco? King Kong?

Que nada. Vejam o que o sujeito respondeu:

"O lançamento, em maio, do novo Caderno B, com Ziraldo à frente e cerca de 30 cronistas, colunistas e escritores colaborando dia-a-dia".

É mole?

sábado, dezembro 24

Ontem, só depois de amanhã


AVIADOR-BOMBA - "Atentado? Que atentado?"

O atentado que feriu 16 pessoas em São Paulo foi destaque na capa de todos os jornais neste sábado. Quer dizer, quase todos.

No diário do Aviador, a bomba passou longe da primeira página - e também da segunda, da terceira, da quarta e por aí vai.

Além de circular pelo segundo ano seguido em edição de "24 e 25 de dezembro", o Centenário ignorou a principal notícia do dia 23.

Que ocorreu às quatro da tarde.

quarta-feira, dezembro 21

Amigos do chefe


BAJULAÇÃO - "Belo pouso, comandante"

A Varig, que é um dos nossos símbolos no mundo, está agora em mãos seguras e pronta para voar em Céu de Brigadeiro. O empresário Nélson Tanure, diretor-presidente da Cia. Docas e da Editora JB, realizou o seu sonho: manter a Bandeira do Brasil voando pelo mundo, levada pelos aviões da Varig... Varig... Varig...

(Gilberto Amaral, JB Brasília, 14/12)

**

ASSINE A concorrência e ganhe cinco mil milhas na empresa do Tanure. Varig, Varig, Varig! É brincadeirinha, viu?... Com os parabéns da coluna à notável empresa aérea, que todos amamos, agora sob a gestão de um homem empreendedor, corajoso e capaz...

(Hildegard Angel, JB, 13/12)

domingo, dezembro 18

Samba de Orly


KAMIKAZE - Mantenham seus assentos na posição vertical

O Aviador quer comprar a Varig com cheque pré-datado e rasteira na Justiça. No Centenário, dizem que o próximo corte atingirá, entre os suplementos que restaram, o caderno Viagem.

Vá entender...

terça-feira, dezembro 13

Post sem palavras



>> Arquivo: Almirante quer ser brigadeiro

segunda-feira, dezembro 5

Fora do fuso


JET LAG - Na era do tempo real, ela está dois meses atrasada

A editora chefe do Centenário tem um blog há duas semanas. Recebe cerca de 20 comentários por post. Como os colegas de redação têm dois ou três leitores, deve estar achando um sucesso. O detalhe é que ela - só ela - tem propaganda na capa do JB Online. Será que os responsáveis pelo site se guiaram por critérios jornalísticos?

A julgar pela imagem acima, a editora abriu o blog para publicar análises e notas exclusivas sobre política. Na quinta, noticiou o que ninguém sabia: Miro Teixeira será o candidato do PT fluminense ao Senado em 2006.

Ocorre que o deputado deixou o partido de Lula há mais de dois meses - como noticiou toda a imprensa, Centenário inclusive. Está de volta ao PDT, que faz oposição ao governo no Congresso.
Alguns leitores do blog acusaram o erro. Mas até agora, passados seis dias, a jornalista não admitiu a falha grosseira, que continua no ar.

Segundo o paulista Claudio Abramo, que tem lugar cativo aqui na nuvem dos veteranos, deve ser o fuso da ponte aérea.

PS: Não é a primeira vez que a afobação do jornal atinge Miro. Em setembro do ano passado, o jornal "denunciou" o mensalão com declarações em off do deputado, que desmentiu tudo horas depois. Em vez do Prêmio Esso, o jornal recebeu um processo.

Jornal do Eremildo. Desde 1891



PLEBE - Este leitor pensa que Boechat foi demitido

O Centenário é um jornal engraçado.

Nos últimos dias, a página seis tem trazido o seguinte anúncio: "O Jornal do Brasil encerrou a publicação da coluna Boechat".

Conclusão óbvia: o colunista foi demitido.

Falso.

Boechat pediu demissão do Jornal do Brasil. Como informou este blog, estava cansado de ouvir que o Centenário ia contratar um assistente e recuperar parte da circulação perdida nos últimos anos.

O autor do texto está mal informado ou quer tapear o leitor?

sexta-feira, dezembro 2

Bolsa de apostas


TÔ NEM AÍ - O high já parou de ler as colunistas há tempos

A Dora Kramer passou, o Boechat passou, mas a debandada continua.

Os padres do seminário São José, que agora vigiam as traquinagens do Centenário pela janela, arrumaram nova ocupação para o intervalo entre as missas. Desde que o jornal se instalou na antiga sede da Fundação Roberto Marinho, abandonada por causa da violência do lugar, organizam um bolão para determinar quem será o próximo colunista a subir no telhado.

Depois da saída do carequinha da página seis, as atenções se voltaram para as louras do high.

A banca paga dois por um na Peltier, que subiu o tom das manifestações de ódio (recíproco) contra outra loura, a do Jô. Na recente enxugada do Caderno B, que já detonou o fesetjado projeto de mil colaboradores por dia, a coluna foi amputada pela metade. Chutada após breve passagem pela Bandeirantes, a titular ganhou novo programa na Record e precisa ajudar o marido a tomar conta do lojinha do Pan. A favor da permanência, pesam o lobby poderoso com a família do Almirante e seu "representante" em Brasília.

Correndo por fora, Hildezinha acena para as tribunas especiais e já ameaça surpreender no photochart. Afastada do Rio Comprido por motivos de saúde, a colunista tem dito a quatro ventos que se sente maltratada e pressionada pelo novo fluxo de fechamento - é obrigada a descer a página às 20h. Chora, a cada revés, a saudade de Lily Marinho, madrinha no antigo jornal. No Centenário desde 2003, Hilde não se conforma em ser a segunda na lista do patrão.

Em outros tempos, a ameaça de debandada das colunistas provocaria frisson na pérgula do Copa e greve de fome no restaurante do Country. Hoje, não mobiliza nem as emergentes da Barra.

quinta-feira, dezembro 1

A fila anda


ADEUS - Insatisfeito, Boechat sai sem dar tchau

Mais um Natal sem Papai Noel no Centenário.

Semanas depois do corte que dizimou os suplementos Vida, Casa & Design e Caderno H, o jornal acaba de perder sua principal grife.

Ricardo Boechat assinou ontem a última coluna no JB. Não se despediu dos leitores que restaram. Acha que foi traído pelo jornal, que descumpriu repetidas promessas de contratar um colaborador experiente para ajudá-lo na caça de notas.

De tempos para cá, a coluna, fechada por um assistente, gerava cada vez menos repercussão. Mesmo assim, era um dos últimos espaços em que o JB conseguia dar furos e movimentar a concorrência.

Boechat supervisionava o trabalho por telefone da redação da TV Bandeirantes, onde chefia o departamento carioca de jornalismo. Calcula-se que não aparecia na redação há pelo menos dois anos.

Como em 2004, quando Dora Kramer pediu o boné, o jornal não esboça a menor disposição de buscar substituto no mercado.