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TÔ NEM AÍ - O high já parou de ler as colunistas há tempos
A Dora Kramer passou, o Boechat passou, mas a debandada continua.
Os padres do seminário São José, que agora vigiam as traquinagens do Centenário pela janela, arrumaram nova ocupação para o intervalo entre as missas. Desde que o jornal se instalou na antiga sede da Fundação Roberto Marinho, abandonada por causa da violência do lugar, organizam um bolão para determinar quem será o próximo colunista a subir no telhado.
Depois da saída do carequinha da página seis, as atenções se voltaram para as louras do high.
A banca paga dois por um na Peltier, que subiu o tom das manifestações de ódio (recíproco) contra outra loura, a do Jô. Na recente enxugada do Caderno B, que já detonou o fesetjado projeto de mil colaboradores por dia, a coluna foi amputada pela metade. Chutada após breve passagem pela Bandeirantes, a titular ganhou novo programa na Record e precisa ajudar o marido a tomar conta do lojinha do Pan. A favor da permanência, pesam o lobby poderoso com a família do Almirante e seu "representante" em Brasília.
Correndo por fora, Hildezinha acena para as tribunas especiais e já ameaça surpreender no photochart. Afastada do Rio Comprido por motivos de saúde, a colunista tem dito a quatro ventos que se sente maltratada e pressionada pelo novo fluxo de fechamento - é obrigada a descer a página às 20h. Chora, a cada revés, a saudade de Lily Marinho, madrinha no antigo jornal. No Centenário desde 2003, Hilde não se conforma em ser a segunda na lista do patrão.
Em outros tempos, a ameaça de debandada das colunistas provocaria frisson na pérgula do Copa e greve de fome no restaurante do Country. Hoje, não mobiliza nem as emergentes da Barra.

7 Comments:
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Um JB novo (ou cada vez mais velho?)
Milton Coelho da Graça
O Jornal do Brasil fez uma bela despedida de Ricardo Boechat. Nesta quinta (1/12), na mesma página (6 do primeiro caderno) em que a coluna saíra até a véspera, encheu de editais e completou com um anúncio meio louco com o seguinte texto: "Janeiro - O JB vem com tudo em 2006". Abaixo, em corpo bem menor, deu a informação:
"Aos leitores - O Jornal do Brasil encerra hoje (o que, na verdade, ocorrera na véspera) a publicação da coluna Boechat. Em 2006, o JB vem com tudo."
Na página fronteira (7) anuncia nova coluna - escrita parcialmente pelos leitores-, novo caderno de Economia - copiado da Gazeta Mercantil -, nova gráfica, novo design, novo endereço - tudo isso, sem gastar qualquer centavo adicional com novos jornalistas. Será isso tudo novidade no JB?
Tem um novo otário também...
Aguardem. Em 2005, o JB vem com tudo. Para cima dos repórteres que sobraram.
Nos moldes do NYT e do Chicago Tribune, o centenário promete tosar metade da redacão e os infelizes que sobrarem vão ter que fechar página e alimentar o JB Online.
Calcula-se em mais de 50 o número de tripulantes da balsa...
Torço pela volta da Nina Chavs ao Rio.
Sentado na minha nuvem, ao lado da Condessa e de Lena Frias, eu sinto o meu cu arder em chamas cada vez que leio esse blog. Como ex colaborador do JB, que durante anos escreveu editoriais para o Jornal, tenho nojo do veado mal comido que dedica seu tempo a destilar veneno contra o Jornal do Brasil.
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