Biografia redux

CAPITA - Carlos Alberto não tem nada a ver com isso
Nas últimas semanas, leitores do outro lado da Baía têm entulhado o Avenida Brasil com comentários sobre a situação do JB Niterói, o mais recente lançamento do Centenário. Dizem que o suplemento se transformou num misto de revista da tevê e diário oficial da prefeitura, comandada pelo petista light Godofredo Pinto.
Intolerantes e rabugentos, os leitores reclamam que o blog não quer saber da cidade-irmã, mas ignoram a ausência de conterrâneos no céu para contar as novidades. Ora, todos sabem que o lugar mais distante a que um niteroiense chega é Cabo Frio, com as crianças disputando espaço no Gol 93 com baldes de areia e cadeiras de plástico. Assim fica difícil ter informação quente sobre a terra de Araribóia.
Nesta terça-feira, informa um correspondente no Parque da Colina, o JB Niterói resolveu comemorar o aniversário da cidade com um originalíssimo especial sobre os defuntos que dão nome aos principais logradouros públicos. (Até nisso, o município esconde um complexo de inferioridade. No Rio, a principal avenida chama-se Presidente Vargas. Em Niterói, o homenageado é um marujo que casou com a filha dele.)
Pois bem. Um dos personagens escolhidos pelo Centenário é Alberto Torres, que batiza a orla de Icaraí. O suplemento informa que o sujeito se formou em Direito, lançou livros de doutrina e, como jornalista, criou a inovadora rádio de rock Fluminense FM, conhecida pelos fãs como ''A maldita''.
Se o leitor do JB Niterói fosse marciano, ficaria sem saber que o distinto senhor foi proprietário, desde os anos 50, de um jornal local chamado O Fluminense.



