A egotrip do Pimentel

NARCISO - Editor acha feio o que não é espelho
Alô, meus pretos! Que saudade! Desculpem a ausência. Desde que o Bezerra subiu no telhado, está difícil escapar da roda para acompanhar os descaminhos do Centenário aí embaixo.
Ontem estava na fila da feijoada quando a Condessa me puxou pelo braço e determinou a volta imediata aos trabalhos no Avenida.
Perguntei pelo jornal de domingo, mas não tinha. Foi quando me contaram que o Centenário circulou em edição dois-em-um e que a atração natalina foi a retrospectiva 2005 da Domingo.
Aliás, como a revista está fininha!
Nas duas (!) páginas de cultura, perguntaram ao Luís Pimentel, editor desse B pasquinizado, qual o fato mais importante do ano.
Memórias da Danuza? Biografia da Carmen Miranda? Ano do Brasil na França? Retrospectiva do Henry Moore? Unidos da Tijuca? Dois filhos de Francisco? King Kong?
Que nada. Vejam o que o sujeito respondeu:
"O lançamento, em maio, do novo Caderno B, com Ziraldo à frente e cerca de 30 cronistas, colunistas e escritores colaborando dia-a-dia".
É mole?








